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Participantes ocupam sede da Petros e exigem diálogo sobre déficit em plano de aposentadoria

17/08/2017

FUP defende uma solução negociada para os problemas do plano de aposentadoria

Escrito por: FUP e Sindipetro NF

Aposentados, pensionistas e participantes do Plano Petros-1, que chegaram ao Rio de Janeiro em caravanas de vários estados do País para defender uma solução negociada para os problemas do plano, ocuparam na manhã de hoje a sede da Petros. 

Uma representação da FUP e dos sindicatos esteve reunida com o Conselho Deliberativo e a diretoria da Petros para afirmar que os petroleiros não aceitam pagar a conta de um déficit que é, acima de tudo, fruto de problemas estruturais criados pela Petrobras e demais patrocinadoras.

A FUP exigiu a abertura de um processo de negociação para buscar um equacionamento justo do Plano Petros-1, que preserve os direitos dos participantes e assistidos.

O ato sensibilizou o Conselho Deliberativo da entidade sobre o impacto que o equacionamento do déficit do Plano Petros-1 terá para os mais de 70 mil participantes e assistidos.

Após ouvir a representação das entidades sindicais, que ocuparam o prédio da Petros para que pudessem apresentar suas demandas aos conselheiros, o presidente do Conselho Deliberativo, Afonso Celso Granato Lopes, anunciou a decisão de suspender a votação. A FUP continuará tentando estabelecer um canal de negociação com a Petros e as patrocinadoras do PP-1 para buscar a melhor forma de resolver o déficit sem prejudicar os participantes e assistidos. Foi uma vitória da mobilização e do diálogo.

A FUP não aceita a conta imposta pela direção da Petros, já que o déficit é sobretudo fruto de problemas estruturais criados pelas patrocinadoras.

Em suas intervenções, os dirigentes da FUP e de seus sindicatos alertaram que os problemas do PP-1 são históricos e estruturais, que precisam ser definitivamente resolvidos, mas reconhecem a necessidade de novos aportes financeiros para o plano. No entanto, não aceitam a conta integral que a direção da Petros quer impor aos participantes e assistidos, pois entendem que as patrocinadoras têm responsabilidade com esses problemas.

“Há muitos anos, nosso fundo tem problemas estruturais graves, pois foi criado para que os baixos salários financiem as altas aposentadorias. Ou seja, uma pequena parcela dos assistidos acaba sendo beneficiada e todo o coletivo pago. Temos a consciência de que o plano necessita de novos aportes, mas não pode ser penalizando os assistidos e participantes”, afirmou o coordenador da FUP, José Maria Rangel.

“Em 2007, com o processo de repactuação do regulamento do plano e com a criação do Plano Petros-2 para os novos trabalhadores, a FUP conseguiu dar uma sobrevida de dez anos para o nosso fundo de previdência, que sempre teve um histórico de déficits consecutivos”, explicou, lembrando que a repactuação do PP-1 garantiu que as patrocinadoras reconhecessem parte das dívidas que têm com o fundo, o que representa hoje R$ 11 bilhões a mais no patrimônio do plano. “Se não fosse a repactuação, que injetou recursos no plano, hoje ele estaria insolvente”, declarou Zé Maria.

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